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Tempo de Viver: Um minuto para a reflexão

Escrito po: • Por Ari de Oliveira Zenha

17/01/2012

  • Por Ari de Oliveira Zenha

“Fazer do povo submisso, um povo impaciente”. Pedro Casaldáliga

Cada dia que vai e que vem tem um significado, um sentido, uma extensão e um tempo de duração. Dentro do dia temos inúmeros dias, como temos inúmeros segundos, minutos e horas. Em cada dia encontramos e desencontramos enigmas, pessoas, sentimentos, sentidos de vida, idéias e no fim nós mesmos defrontamos conosco.

Às vezes, o impávido desejo de transformação está entrelaçado de displicência de certa indiferença que vem como uma águia em voo rasante, que num só golpe, certeiro, alcança a sua presa, aniquilando-a. Nossas vidas, muitas vezes, nos trazem insatisfação, sofrimento, notadamente quando estamos impregnados pelo desejo pertinaz da transformação do mundo.

Ao alçarmos um novo voo o qual vai surgindo com o passar do tempo, temos a impressão que lograremos içar um imenso rochedo que impede o surgimento do novo no antigo, lançando sua contribuição que de certa forma esta contido no novo amanhecer como o raiar do dia oferece ao antigo dentro do novo, este ainda submerso, mas que aos poucos nos é exibido, entretanto ainda não compreendido na sua inteireza, no sentido de poder se apresentar, em toda a sua plenitude.

O cintilante viver se torna cinzento, confuso e muitas vezes ambíguo, pois a vida nunca foi um acontecimento linear, contínuo, mas fragmentado, cheio de labirintos nos quais procuramos saídas, soluções, desalinhando o que nos parece arrumado, elegante e belo.

Tempo de viver, tempo de lutar, tempo de ousar, tempo de perceber, tempo de tormentas no planeta que, decerto nos traz muitos combates e lutas.

Desconfiar do que nos parece confiável, seguro. Duvidar daquilo que se apresenta como certo. Acreditar naquilo que nos parece incrível, surpreendente. Ver no impossível o verdadeiro, o justo para se alcançar. Falar de tempo é falar da existência histórica da humanidade, pois esta – humanidade – está alicerçada na construção da existência digna do ser humano no mundo.

Tempo, te quero ao meu lado, pois és o fermento que faz crescer as conquistas dos homens em toda a sua existência, em todos os seus aspectos que a vida se reproduz.

Tempo novo, tempo de esperança que faz renascer incomensuravelmente no coração dos homens a vida por um mundo melhor, justo e impregnado de liberdade, igualdade e equidade.

Tempo que nunca cessará de existir, pois fazes parte intrínseca da existência histórica, concreta, passada, presente e futura da humanidade.

Que novos tempos venham, mas que tragam consigo a esperança, a vontade e a necessidade da mudança e da transformação de todo o nosso planeta.

Ari de Oliveira Zenha é economista

 

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