Paralisação por tempo indeterminado foi definida em assembleias realizadas pela categoria em todo o país
São Paulo - Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira 27 os funcionários de bancos públicos e privados estão paralisando as atividades na luta por uma proposta da federação dos bancos (Fenaban) que contenha aumento real nos salários maior, melhora da PLR e dos pisos e por condições dignas de trabalho.
De acordo com balanço final, 687 locais de trabalho - agências bancárias e centros administrativos -, fecharam neste primeiro de mobilizações, em São Paulo, Osasco e região. Estima-se que 21.100 trabalhadores participam das paralisações.
A greve por tempo indeterminado foi decidida, por unanimidade, em assembleia na segunda 26 que reuniu mais de 1.200 trabalhadores de São Paulo, Osasco e região.
> Bancários entram em greve
“O início do movimento está com boa adesão de trabalhadores dos bancos públicos e privados. É importante que os bancários ajudem a fortalecer a paralisação em todos os locais de trabalho, em agências e departamentos e denunciem ao Sindicato caso ocorram ameaças ou pressão”, orienta a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.
Culpa é dos bancos - Após um mês e meio e cinco rodadas de negociação, os bancos, além de oferecer baixo reajuste salarial, disseram "não" às demais reivindicações como valorização nos pisos, participação maior nos lucros e resultados, melhoria nas condições de trabalho e saúde, mais segurança, mais contratações - o que permitiria melhorar o atendimento nas agências e reduziria o ritmo estressante de trabalho.
“Os banqueiros que atuam em um dos setores mais lucrativos do país levaram os bancários à greve. Esse reajuste está aquém do reivindicado pela categoria e do crescimento de 20% no lucro dos bancos”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato, ao lembrar que os sete maiores bancos do país acumularam ganhos de R$ 26,5 bilhões só nos seis primeiros meses de 2011. “Estamos abertos à negociação. Está na mão dos bancos apresentar uma proposta decente e por fim à greve”.
Clientes - O autoatendimento das agências está aberto à população. “Os clientes não podem ser prejudicados. Pagam aos bancos o maior juro do planeta e merecem atendimento de qualidade. Os donos de banco precisam exercer sua responsabilidade social e respeitar bancários e clientes”, afirmou Juvandia, destacando que a população deve cobrar dos bancos a isenção de pagamento de taxas e juros em caso de atraso no pagamento de contas.
Assembleia - A próxima assembleia será realizada na quarta-feira 28 de setembro, na Quadra dos Bancários (Rua Tabatinguera, 192, Sé), a partir das 16h, quando a categoria irá decidir sobre os rumos do movimento.
Brasil - Em todo o país, segundo dados da Contraf-CUT, os bancários fecharam 4.191 agências e centros administrativos em 25 estados e no Distrito Federal e todos os bancos, públicos e privados. Os bancários de Roraima estão realizando assembleia na noite desta terça e deverão se juntar ao movimento nesta quarta.