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SERGS: greve nos postos de saúde de Porto Alegre começa dia 31

26/07/2018

Prefeito nega-se a negociar com os profissionais, que estão sofrendo com defasagem salarial há quase três anos e com ameaça de perder 10% de gratificação

Escrito por: SERGS

 

 

Trabalhadores(as) do Instituto Municipal de Saúde da Família (IMESF) decidiram entrar em greve nos Postos da Capital, a partir do dia 31. A votação unânime foi feita na terça-feira, 24/07, em Assembleia Geral da categoria que não aguenta mais conviver com o descaso da gestão Marchezan. O prefeito nega-se a negociar com os(as) profissionais, que estão sofrendo com defasagem salarial há quase três anos. E para piorar, estão sob ameaça de perder 10% de Gratificação.


Cansados(as) de não serem reconhecidos(as) e valorizados(as) no importante trabalho que prestam à população, os(as) enfermeiros(as), técnicos(as) em enfermagem e saúde bucal, médicos(as), odontólogos(as), agentes comunitários e de combate à endemias exigem que a prefeitura reajuste seus salários e mantenha os 10% da Gratificação. Por isso, a greve nos postos vai durar o tempo que a prefeitura levar para atender às suas reivindicações.

Estêvão Finger, presidente do SERGS, apontou que a gestão do IMESF não valoriza e não ouve as demandas das(os) trabalhadoras(es). “Se somarmos a defasagem que sofremos nesses quase três anos sem reajuste, com a retirada da Gratificação, teremos uma perda aproximada de 20% em nossos salários. O prefeito quer privatizar os serviços de saúde, como já vem sinalizando que vai terceirizar o Pronto Atendimento da Bom Jesus, para a Santa Casa. Se não nos mobilizarmos agora, a saúde pública de Porto Alegre pode acabar”, alertou.


Já o vice-presidente do Sindisaúde-RS, Julio Appel, salientou que a luta dos imesfianos não é só por aumento de salários, mas pela manutenção dos seus direitos conquistados com muita luta. Por sua vez, o presidente desse sindicato, Arlindo Ritter, reiterou que a unidade da categoria é fundamental nesse momento, porque Marchezan não foi no encontro realizado dia 24, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Essa foi só mais uma demonstração da inabilidade do atual prefeito em lidar com a classe trabalhadora.


A presidenta do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde do Estado (Sindacs), Valdívia Lucas, disse que a categoria já perdeu o incentivo salarial e está sem acordo coletivo desde 2017. Ela destacou a importância dos quatro sindicatos trabalharem juntos para garantir seus direitos.


Arisson Rocha, delegado do Sindicato dos Odontologistas do RS (SOERGS), falou que precisam ser firmes nesse momento, pois tudo aumenta, menos seus salários. “Essa greve, por tempo indefinido, é uma resposta enérgica à dureza da gestão Marchezan, pois precisamos dar condições dignas às nossas famílias”, ponderou.


Também participaram da assembleia, o presidente em exercício da CUT/RS, Marizar de Melo e a integrante da diretoria executiva da CSP-Conlutas, Tzusy Estivalet. Ambos demonstraram solidariedade ao movimento grevista dos imesfianos, concluindo que só a luta organizada de trabalhadores(as) pode garantir a manutenção de seus direitos trabalhistas.
 

Correio do Povo cobre assembleia

 

Greve geral dos(as) trabalhadores(as) do IMESF - Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família foi decidida hoje em Assembleia Geral da categoria. Correio do Povo fez a cobertura no local e entrevistou o presidente do SERGS, Estêvão Finger. Confira a matéria.

 

Falta de diálogo da gestão Marchezan

 

A paralisação dos trabalhadores(as) do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (IMESF) aconteceu no dia 18 e contou com a adesão de mais de mil participantes nos protestos pelas ruas de Porto Alegre. Cerca de 85, dos 140 postos de saúde da capital, fecharam as portas nesse dia histórico de luta, demonstrando a insatisfação dos profissionais que estão com defasagem salarial há quase três anos.
 

Para a diretora do SERGS, Janice Schiar, esse movimento mostrou a força de mobilização dos trabalhadores(as) com uma gestão que não dialoga com seus profissionais. “Incansavelmente os sindicatos, comissões e trabalhadores estiveram em diversas mesas de negociações sem sucesso algum e sem nenhum retorno por parte da prefeitura. Por isso, a hora de dar um basta nisso é agora!”, ressalta.

 



Juliana Leal 

 

 

 

 

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