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Presidente da CNTSS/CUT realiza live sobre saúde do trabalhador com a participação de especialista da FIOCRUZ

23/04/2020

Exposição alerta para a displicência do Estado no cuidado com os trabalhadores essenciais e as populações das periferias e destaca a importância do isolamento social no combate à pandemia do Covid-19

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

 

O presidente da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, Sandro Alex de Oliveira Cezar, também presidente da CUT/RJ – Central Única dos Trabalhadores do Rio de Janeiro, levou para as redes sociais na tarde da quarta-feira, 22 de abril, por meio de uma live, transmissão em tempo real, a discussão sobre a “Saúde do Trabalhador em Tempos de Pandemia”. A defesa dos trabalhadores neste período do coronavírus tem sido prioridade para as entidades filiadas à Confederação e à Central. É fato amplamente denunciado as más condições de trabalho a que estão submetidos estes profissionais dos serviços essenciais, em especial os da saúde, que, neste caso, atuam no contato direto com o vírus e estão expostos permanentemente à contaminação.

 

Para esta transmissão, foi convidado para apresentar o tema o pneumologista, especialista em Saúde do Trabalhador e diretor da ENSP/FIOCRUZ - Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, o doutor Hermano Albuquerque de Castro. Também contribuíram sobre o tema a coordenadora do CISTT - Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora no Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, e também dirigente do SintsaúdeRJ, Luiza Dantas; e o secretário de Saúde do Trabalhador da CUT/RJ, Sérgio Borges.

 

Sandro Cezar menciona que os países estão enfrentando a pior pandemia dos últimos cem anos, desde a gripe espanhola, que matou milhões de pessoas em todo o mundo. “Estamos em um momento de gravidade impensável. Um episódio que tem custado muitas vidas em todo o mundo. É essencial um debate que seja feito com muito carinho em torno dos trabalhadores que estão na linha de frente, sobretudo os da saúde, e aqueles que atuam nos trabalhos essenciais que não podem ficar em casa”, destaca o presidente da Confederação e da CUT/RJ.

 

Em um momento em que vemos algumas autoridades querendo flexibilizar as ações de combate efetivo à pandemia, o que põe em risco estes trabalhadores e toda a população, é fundamental levar esta discussão dos cuidados com a saúde e segurança do trabalhador. São inúmeros os casos de contaminação destes profissionais e eles estão acompanhados com altos índices de mortalidade. Além da falta de equipamentos de prevenção individual, insumos, infraestrutura adequada e a falta de testes, a subnotificação é outro grande problema que máscara a gravidade da crise no país.

 

Clique aqui e assista a transmissão:

 

Durante sua exposição, o doutor Hermano menciona a velocidade de contaminação do vírus, que levou apenas três meses para percorrer o planeta e ainda deve se espalhar por mais países nestes próximos períodos. Menciona que o coronavírus foi a primeira doença ocupacional em saúde do trabalhador no ano de 2020, porque tudo indica que ela teve início em um mercado. Exemplifica que o ambiente de trabalho, por conta de sua aglomeração, é sempre um espaço propício para contaminação. Como não há vacina ou remédio para este vírus, o isolamento social é a melhor forma de evitar o avanço da contaminação, sentencia o doutor.

 

Lembra dos trabalhadores em áreas essenciais que não podem deixar suas atividades, pois a população precisa deste anteparo para poder se manter no isolamento abastecida pelos serviços essenciais. É sobre os cuidados com estes trabalhadores que permanecem na ativa que o doutor Hermano vê a falta de cuidados por parte do Estado para preservação de suas vidas e de suas famílias

 

“Estamos falando de uma parcela da população que precisa trabalhar. Temos um conjunto de trabalhadores que dá esta sustentabilidade. E para eles a gente não tem dado atenção adequada. O Estado foge de suas responsabilidades de dar todo o suporte para a população. Os trabalhadores precisam ficar em casa para que os demais dos serviços essenciais possam fazer a roda girar. Tem um conjunto de trabalhadores que precisa estar em exposição, e estes não têm recebido os cuidados adequados. É preciso reduzir a exposição destes trabalhadores essenciais para que cerca de 70 a 80 por cento da população fique em casa,” afirma  Hemano de Castro.

 

A exposição do diretor da Fiocruz discorre sobre outras questões que precisam ser observadas pelos poderes públicos, como o fato de preservação da renda das pessoas para que elas fiquem em suas casas em isolamento, a ampliação do contagio nas periferias, a constatação que o processo de contaminação teve inicio nas classes mais abastadas, a garantia de infraestrutura básica para toda a população, a falta de acesso das periferias às tecnologias de comunicação que são importantes neste período de isolamento, inclusive como forma de acesso a serviços, entre outros pontos. A exposição e as respostas as perguntas feitas pelos internautas trazem uma gama de informações bastante importante sobre o tema. 

 

 

 

José Carlos Araújo

Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

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