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Mulheres da CNTSS/CUT vão as ruas no 08 de março denunciar a violência contra a mulher e reivindicar mais direitos e democracia

09/03/2020

Atos e as mais variadas formas de manifestação foram realizadas no país e no mundo para denunciar o ataque aos direitos e todas as formas de preconceito e violência que atingem as mulheres

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

 

 

No Brasil, mulheres de todos os Estados mantiveram a estratégia de resistência e ocuparam as ruas de suas cidades neste domingo, 08 de março, Dia Internacional da Mulher, para se manifestarem por mais diretos e democracia e contra todas as formas de violência que atingem as mulheres em seu cotidiano. A data representa um momento de grande importância por ser uma oportunidade para divulgação das muitas iniciativas de lutas e para denunciar as formas de opressão, exploração e violência que colocam em risco a integridade das mulheres. Em todos os recantos do mundo é dado um recado claro e objetivo: basta de violência e preconceito contra as mulheres.

 

Neste dia o mundo irradia rebeldia e ousadia nas mais diversas formas de resistência. No nosso país, um olhar especial foi dado às mulheres do campo, negras, indígenas, lésbicas, bissexuais e transgêneros por serem os segmentos mais atacados em seus direitos e vítimas preferenciais da violência e do preconceito. Uma realidade que a cada dia se torna mais aguda numa espiral crescente de violência contra as mulheres que pouco a pouco vão perdendo seus mecanismos institucionais e de políticas públicas de defesa por conta do desmonte realizado pelos governos de direita que se apossaram do poder desde 2016 em nosso país. Para se ter uma dimensão do problema, entre 2016 e 2018, mais de 3,2 mil mulheres foram mortas no Brasil, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

 

As mulheres foram as ruas para também denunciar as inúmeras formas de retrocesso. Além da constatação do brutal aumento da violência e do feminicído em todas as camadas sociais, mas com preponderância sobre as mulheres negras e empobrecidas, as mulheres são as mais afetadas pelas políticas de baixos salários presente no mercado de trabalho, pela perda de direitos sociais e trabalhistas com as contrarreformas realizadas por Temer e Bolsonaro, por consequência dos ataques a democracia e pelo desmonte das políticas e serviços públicos que afetam prioritariamente as mulheres.

 

No campo das políticas públicas, as pertinentes às áreas da Seguridade Social - Saúde, Previdência e Assistência Social - são as mais atingidas e as que têm grande importância para as mulheres em virtude dos programas e redes de atendimento. A resistência tem sido grande para evitar as perdas que vem acontecendo. Neste sentido, a CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social tem atuado fortemente contra os desmontes realizados desde 2016 e suas lideranças e seus trabalhadores e trabalhadoras filiados foram as ruas neste 08 de março para denunciar estes ataques e o reflexo que têm na vida das mulheres. Em todos os estados as lideranças da Confederação interagiram com suas bases para preparar a agenda deste dia e poder sair às ruas integradas numa mesma sintonia de resistência.

 

 

Em recente artigo produzido, a secretária de Mulheres da Confederação, Maria de Fátima Veloso, destacou que “a Reforma da Previdência prejudicou a todos, mas foram as mulheres as vítimas prioritárias deste golpe cruel e avassalador contra a classe trabalhadora. Tanto no setor rural como no urbano as mulheres foram afetadas pela elevação da idade mínima, o aumento do tempo mínimo de contribuição e a redução de valores dos benefícios. Também foram prejudicadas com as mudanças nas regras sobre pensões. Perdem ainda com a dificuldade de acesso às pensões por morte e a restrição ao acúmulo de benefícios. Temos ainda na cesta de maldades de Bolsonaro/Guedes as medidas voltadas a dificultar o acesso ao BPC – Benefício de Prestação Continuada”.

 

Outro ponto mencionado pela secretária foi a divulgação de dados estarrecedores sobre a violência contra a mulher. Lembrou da reportagem publicada recentemente pela Folha de S.Paulo em que são explícitos os números do feminicídio no país. Este tipo de violência aumentou em média 7,2% em todo o país no ano de 2019. “Em número de vidas significa dizer que naquele ano 1.310 mulheres foram vítimas deste tipo de violência. Estamos falando de casos notificados de assassinatos, ou seja, a realidade tende a ser muito mais cruel se considerarmos que crimes desta natureza podem não ter sido computados ou até não caracterizados desta forma. O Brasil é o quinto país do mundo em números de feminicídio. Os registros oficiais sinalizam que de três a quatro mulheres são assassinadas diariamente. Para aumentar o drama, são casos que têm origem nas suas relações familiares: são crimes praticados principalmente por companheiros, ex-companheiros ou parentes”, reitera Veloso.

 

 

 

 

 

José Carlos Araújo

Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

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