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"É a causa da nossa vida. É a liberdade que está em jogo", diz Haddad na CUT

19/10/2018

Temos em torno de 40 milhões de pessoas que querem votar na gente. Precisamos convencer mais 10 milhões para vencer a eleição, diz Haddad a representantes dos movimentos sociais na sede da CUT

Escrito por: CUT

 

 

Os dez dias que faltam para o segundo turno da eleição são uma eternidade e ainda dá tempo de “afastar o fantasma que assombra a democracia” brasileira, disse o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, na plenária dos movimentos sindical e sociais ligados às frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúne entidades como MTST, MST, CMP, UNE, CUT, CTB e Intersindical, realizada nesta terça-feira (16), na sede da CUT, em São Paulo.

 

É a causa da nossa vida. É a liberdade que está em jogo, é a democracia que está em jogo, é a dignidade humana que está em jogo, é o futuro das próximas gerações- Fernando Haddad

 

“Temos em torno de 40 milhões de pessoas fora dessa porta aqui que querem votar na gente. Nós precisamos ampliar mais 10 milhões para ganhar a eleição. Nós já temos 40 milhões e mesmo que estivéssemos sozinhos, só entre nós, essa luta valeria a pena, porque a causa é muito nobre, a causa é muito justa”, disse Haddad para aplausos dos participantes da plenária que reuniu muito mais pessoas do que os responsáveis pela atividade poderiam imaginar.

 

O auditório lotou. Não cabia mais ninguém, nem mesmo em pé. O local teve de ser alterado de última hora e a opção foi transferir a plenária para o saguão do prédio onde fica a sede da CUT, no bairro do Brás. Mesmo assim, o povo teve de ocupar a rua em frente à Central. Era muita gente reunida, todos preocupados com o futuro do Brasil e dos brasileiros.

 

Jovens, lideranças comunitárias, dirigentes sindicais, aposentados e trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias, apreensivos com o momento político pelo qual atravessa o Brasil, se reuniram para dizer ao Haddad: “estamos juntos, continuamos mobilizados em defesa da democracia e intensificaremos a luta nessa reta final nas ruas, de porta em porta, no corpo a corpo”.

 

O compromisso com a democracia, com o país, com os direitos de todos os brasileiros, independentemente da raça, do credo, da região do país onde nasceu e das orientações sexuais deram o tom de todas as falas de representantes dos movimentos sociais e sindical. Para todos os dirigentes e políticos, a luta é por um Brasil democrático, com liberdades civis garantidas, justiça e inclusão social, respeito a todos, tolerância, sem violência nem agressões.

 

“Estamos aqui para reafirmar o nosso compromisso com a democracia, intensificar a campanha de rua e ganhar essa eleição”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas, que disse ser uma alegria para a Central ser anfitriã da ‘companheirada’ de luta.

 

Estamos aqui para dizer que somos todos 13, somos Haddad e Manuela em defesa da democracia e dos direitos do povo brasileiro- Vagner Freitas

 

Segundo Vagner, não é hora de se abalar com pesquisas eleitorais e o jogo baixo da candidatura de extrema direita representada por Jair Bolsonaro (PSL), que foge dos debates e vive de mentiras no submundo das redes sociais. 

 

“O momento é de intensificar daqui até o dia 28 a nossa presença nas ruas, favelas, periferias, locais de trabalho e todo lugar onde o povo está. Estamos habituados a defender a classe trabalhadora e a democracia. Nascemos fazendo isso e não será diferente agora”, ressaltou o presidente da CUT.

 

Haddad agradeceu a CUT por estar sempre disponível nos momentos críticos da história do País e também a militância presente pela disposição de luta. Mas, em sua fala, fez questão de destacar dois agradecimentos: o apoio da vice de sua chapa, Manuela d’Ávila, e de Guilherme Boulos, candidato à presidência pelo PSOL.

 

“Quando Lula, em São Bernardo do Campo, se despedia de nós em um momento dramático da vida nacional, ele levantou a mão de Boulos e da Manuela e falou que estava diante do futuro do Brasil. E em muito pouco tempo vocês dois demonstraram a estatura que têm para liderar o processo histórico da esquerda brasileira”, disse aos dois presentes na atividade.

 

Para Haddad, a firmeza de posicionamento de ambos, que se equipara a lideranças como Miguel Arraes, Leonel Brizola e Mario Covas, “que não titubearam em se posicionar em 1989 diante da ameaça imposta pelo outro projeto”, é fundamental para que o Brasil não volte aos tempos sombrios representados pela candidatura de Jair Bolsonaro (PSL).

 

“O significado de a elite apoiar incondicionalmente uma figura como Bolsonaro quer dizer que ela está disposta a tudo para evitar que o projeto que representa o povo e a classe trabalhadora volte a governar esse país”.

 

Mas, continuou Haddad, quem está aqui não pode desanimar diante das dificuldades e das pesquisas eleitorais. “Se fosse assim, eu não teria ganhado do Serra em 2012 e nem a Dilma do Aécio em 2014. Quando eu ganhei em 2012, não apareci na frente em nenhuma pesquisa eleitoral. Em 2014, eles já estavam abrindo a champagne para comemorar uma vitória que não aconteceu”, disse se referindo a eleição da ex-presidenta Dilma Rousseff, com mais de 54 milhões de votos.

 

Virar o jogo nas ruas

 

Todas as lideranças presentes fizeram questão de destacar que o momento é de virar essa eleição nas ruas, no debate corpo a corpo com o povo, pois é o futuro da democracia, os direitos da classe trabalhadora que estão em jogo.

 

“Em um momento como esse, importante e delicado para a história do Brasil, não é hora de ficar em cima do muro ou com ressentimento político. É a defesa da democracia contra um projeto autoritário, ditatorial, que ataca os pobres, os negros, as minorias”, enfatizou Guilherme Boulos. 

 

“Temos mais de 10 dias para construir a virada e desmistificar para o povo quem é Jair Bolsonaro. Ele diz que defende a segurança pública, mas apoia publicamente milícias no Rio de Janeiro. Esse é o Bolsonaro que precisamos mostrar ao povo.”

 

A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, também destacou o momento crucial pelo qual passa a jovem democracia brasileira e conclamou a militância a lutar contra a máquina de mentiras e o jogo “sórdido” dos adversários.

 

Temos 10 dias para evitar uma tragédia. Não podemos recuar diante dos gritos de ódio- Gleisi Hoffmann

 

“Em 1988, defendemos uma democracia completa para o povo, com direitos, além das liberdades democráticas. Defendemos o direito básico e sagrado na vida de uma pessoa, que é o direito a comida, trabalho, educação. E é isso o que está em jogo e precisamos defender”.

 

"Não vamos esmorecer. É na luta que nascemos e é por ela que estamos aqui. É a causa do povo que nos faz ficar em pé", disse Gleisi.

 

Já o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, afirmou que a plenária é uma marca da virada rumo à vitória, apesar das propagações das mentiras e da intensificação do ódio e da intolerância por parte dos apoiadores de Bolsonaro. “Eles são o autoritarismo e a ditadura no Brasil. Vamos barrar essa ameaça com o nosso povo na rua, que é o que nós sabemos fazer”.

 

O vice-presidente do PC do B, Walter Sorrentino, também fez coro à resistência nas ruas e conclamou a militância a não baixar a cabeça. “Nós não vamos baixar a cabeça, ficar na defensiva. Nós temos os argumentos e, como diria Lula, sabemos o que precisa ser feito até o último dia, até o último minuto”.

 

Para o secretário-geral da Intersindical, Índio Carneiro, não há dúvidas de que, “se fizermos o diálogo certo com o povo, vamos ganhar essa eleição”. Segundo ele, o Bolsonaro votou contra todas as medidas favoráveis ao povo e isso precisa ficar muito claro à população para que ele seja barrado nas urnas.

 

“Se dependesse de Bolsonaro, o salário mínimo hoje seria de R$ 500, pois ele votou contra a política de valorização do salário mínimo”, disse Índio, que concluiu: “a classe trabalhadora precisa saber disso”

 

 

 

Tatiana Melim

 

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