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Presidente da CNTSS/CUT denuncia prisão arbitrária do ex-presidente Lula em Conferência da UNISON realizada no Reino Unido e plenária pede Lula Livre

19/06/2018

Conferência, com a participação de mais de 3 mil delegados de vários países, pede Lula Livre; Sandro Alex também participa de debate em Londres sobre o Brasil do pós golpe e em defesa de Lula

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

 

Fotos cedidas pelo PT de Londres e Comitê Lula Livre de Londres

 

O presidente da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, Sandro Alex de Oliveira Cezar, denuncia prisão arbitrária do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva em ato realizado nesta segunda-feira, 18/06, durante a programação oficial da Conferência Nacional de Delegados promovida pelo UNISON - Sindicato do Setor Público do Reino Unido. O ato teve também a participação da liderança cututista e presidenta licenciada da CONFETAM/CUT - Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal, Vilani Oliveira. O plenário foi tomado por pessoas que são solidárias ao ex-presidente e querem sua liberdade.  A Conferência está acontecendo de 18 a 21 de junho na cidade de Brighton, no Reino Unido, e reúne mais de 3.000 delegados vindos de vários países. O UNISON é o maior sindicado inglês da área de serviços públicos com mais de 1,3 milhão de trabalhadores filiados.

 

O ato “Free Lula” soma-se a centenas de iniciativas desta natureza que vem acontecendo pelo mundo em defesa do ex-presidente Lula. É do conhecimento geral que Lula foi condenado sem crime, sem provas e de forma ditatorial, o que fez com que se tornasse um preso político no atual regime de exceção pelo qual o país atravessa. O presidente da CNTSS/CUT foi enfático na defesa dos direitos de Lula, que está preso desde 07 de abril nas dependências da Polícia Federal, em Curitiba, como forma de minar sua candidatura às eleições presidenciais deste ano. Sandro Cezar destacou aos delegados presentes à Conferência que Lula é um símbolo de luta e resistência do povo brasileiro. “Este homem mais que um ser humano é um símbolo de luta de um povo composto por 208 milhões de pessoas. O movimento sindical brasileiro defende Lula livre, Lula inocente, Lula presidente”, afirmou.

 

Clique sobre a imagem e assista trecho do pronunciamento

 

A grande procura por informações sobre o que vem acontecendo no Brasil após o golpe que tirou do poder a presidenta legitimamente eleita, Dilma Rousseff, em 2016, e em especial a respeito das ações jurídicas e midiáticas desencadeadas de forma persecutórias contra o ex-presidente Lula, não acontece apenas nos espaços de discussões dos trabalhadores. A sociedade quer saber o que levou à prisão política daquele que é considerado um dos maiores estadistas das últimas décadas em todo o planeta. Uma indignação presente mundo a fora.

 

Aproveitando a presença do presidente da CNTSS/CUT, um grupo de brasileiros e ingleses o convidou para um debate que será promovido na quarta-feira, 20 de junho, na cidade de Londres. O contato foi intermediado pela área de Relações Internacionais do UNISON. O interesse do grupo foi motivado quando souberam que lideranças cutistas estariam participando da Conferência. A proposta é que seja feita uma análise de conjuntura da realidade brasileira dentro do atual quadro de Estado de Exceção que culminou com a prisão do ex-presidente Lula, com a derrubada de direitos sociais e trabalhistas e vem comprometendo a soberania nacional.  

 

Conferência Nacional de Delegados de Brighton

 

A CNTSS/CUT está entre os convidados internacionais para compor a Conferência Nacional de Delegados de Brighton 2018. A proposta dos idealizadores é reunir lideranças e trabalhadores do serviço público de vários países para discutir as diferentes realidades encontradas, os desafios colocados e as perspectivas de lutas. Há ainda a preocupação de debater sobre a iniciativas específicas dos trabalhos realizado pelo UNISON. A entidade é um dos maiores sindicatos do Reino Unido e o maior de serviços públicos da Europa. Mais de 70% de seus filiados são mulheres. Está distribuído por doze regiões do Reino Unido, com mais de mil filiais.

 

Entre as prioridades dos dirigentes do UNISON está a consolidação de uma política internacional que garanta contatos com organizações para compartilhamento de experiências, trabalhos de solidariedade e envolva membros para defender e promover os serviços públicos e os trabalhadores da área. A entidade está acompanhando inúmeros projetos com sindicatos de vários países. O UNISON trabalha com organizações sindicais internacionais, incluindo a PSI - Public Services International, UNI - Union Network International e a EPSU - União Europeia dos Serviços Públicos.

 

A questão da saúde está entre os focos centrais da Conferência. O fenômeno da terceirização está presente na realidade destes trabalhadores. As pressões financeiras têm levado a uma nova onda de terceirizações no Reino Unido causando um impacto nos empregos. O Brexit, saída do Reino Unido da Comunidade Europeia, é outro ponto de mudanças na estrutura de trabalho para o país. Neste sentido, serão discutidos tópicos como acesso à justiça, a erosão dos direitos dos trabalhadores no emprego e pessoal, lei de lesões, terceirização desmistificada, o papel do sindicato, os cuidados sociais, táticas de crise e salário mínimo.

 

Na programação constam ainda eventos destinados a temas específicos como “enfrentando a escravidão moderna através da contratação pública”, “solidariedade com a Turquia: defesa dos direitos, democracia e trabalho decente”, “educando contra o racismo - o papel do UNISON no combate ao racismo no local de trabalho”, “o futuro do cuidado social”, “gerenciando a saúde mental”, “solidariedade com Cuba e Venezuela: não a Trump, EUA, blockade e intervenção!”, “paz, direitos humanos e sindicatos na Colômbia”, “organização da assistência social e negociação coletiva setorial”, “o caminho a seguir para a solidariedade com a Palestina”, “serviços públicos e propriedade pública”, “qual é o melhor acordo UE-Reino Unido para os trabalhadores do setor público”, “organizar os trabalhadores em frente para alcançar os locais de trabalho”, entre outros.

 

Fotos cedidas pelo PT de Londres e Comitê Lula Livre de Londres

 

 

 

José Carlos Araújo

Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

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