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Para justificar reforma administrativa, governo e mídia atacam servidores públicos

27/08/2020

Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) repudiou as matérias

Escrito por: SINDPREV-AL

 

Os (as) trabalhadores (as) do funcionalismo público, principais alvos do governo Bolsonaro, mais uma vez foram atacados(as) diretamente por parlamentares e meios de comunicação, que distorcem dados e informações sobre a realidade, com objetivo de justificar a “reforma Administrativa”.

 

Na segunda-feira, 10 de agosto, foram divulgadas matérias em que os grandes conglomerados de mídia, por meio de telejornais e jornais impressos (confira dois exemplos: aqui e aqui), mentem e tentam manipular a opinião pública, ao informar os dados sobre investimentos públicos.

 

Em nota (confira no final da matéria), o Fórum Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) repudiou as matérias e colocou algumas ponderações acerca deste ataque aos Servidores (as) Públicos (as).

 

A primeira delas é o fato da matéria separar gasto com o funcionalismo público do investimento em políticas públicas e sociais, fazendo uma comparação entre os valores gastos em salários e o montante investido na saúde e na educação percentualmente ao Produto Interno Bruto (PIB).

 

Chamou atenção das entidades sindicais – certamente não sendo considerada uma desinformação dos meios de comunicação – que o investimento em servidores(as) públicos(as) seja desvinculado da garantia de direitos via políticas públicas.

 

É possível escola sem professor (a)? O Sistema Único de Saúde sem médicos (as), enfermeiros (as), técnicos (as) em enfermagem? É possível acesso à aposentadoria do INSS sem análise de um (a) técnico (a), analistas, peritos (as), assistentes sociais? E na Justiça, é possível Ministério Público, Defensoria Pública sem servidores(as) públicos (as)? Seria possível
pesquisas de ponta sobre o novo coronavírus (COVID-19) e outras doenças sem os(as) servidores(as) das Universidades Públicas e da Fiocruz?

 

A segunda questão que merece ser refutada pelas entidades dos servidores(as) públicos(as) é o fato de buscarem responsabilizar o baixo investimento público em algumas áreas, como o saneamento básico, por conta do gasto com o funcionalismo público. Outra mentira!

 

Em grande parte dos estados e municípios saneamento básico foi privatizado e por este mesmo motivo tem baixo investimento, uma vez que as empresas de concessão de serviços públicos buscam o LUCRO e não a garantia de direitos à população.

 

Fica explícito que a intenção dos meios de comunicação, assim como do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é dar continuidade ao projeto de desestruturação das políticas públicas a partir das contrarreformas ultraliberais, que retiram direitos dos (as) trabalhadores (as), precarizam as condições de vida da população mais pobre e a relegam a sua própria sorte na luta pela defesa da vida, como está ocorrendo agora no período da pandemia.

 

Mais uma vez, o lucro e a apropriação privada do fundo público se explicitam. Querem deixar o funcionalismo público nas mesmas condições dos(as) trabalhadores (as) terceirizados (as) e uberizados (as), e, com isso, deixar de garantir serviços públicos para a população.

 

A nota do Fonasefe ainda ressalta que os trabalhadores(as) não podem ter a ilusão com as aparentes dissonâncias entre o Executivo do país e grandes lideranças do Congresso Nacional, muito menos com as discordâncias entre alguns meios de comunicação e o presidente da República.

 

Apesar de os grandes meios de comunicação perpetrarem o discurso de que estão “preocupados com as vidas”, dando ampla cobertura para a situação que o país vive dada a pandemia, não demoraram a fazer coro com os ricos, ao responsabilizar o funcionalismo público pela crise do Estado e divulgar as contrarreformas como necessárias e essenciais para conduzir o país nos rumos do capitalismo.

 

O que o Brasil precisa é de investimento público em políticas públicas e, para isso, são necessários e urgentes a realização de concursos públicos, estruturação de carreiras, valorização dos(as) servidores(as), condições adequadas de trabalho e dotação orçamentária para que os direitos não sejam reduzidos a benesses desse ou de qualquer outro governo. É preciso colocar a vida acima dos lucros!

 

✔ Pela valorização dos (as) Servidores (as) Públicos (as)!
✔ Pela garantia de direitos para toda a população!
✔ Não à reforma administrativa, que retira direitos da população!
✔ Taxação das grandes fortunas, já!

 

Confira aqui a íntegra da nota do Fonasefe.

 

 

 

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