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Gerarte é a garantia da inserção sociedade no mundo do trabalho – com ou sem a pandemia

30/07/2020

Os trabalhador@s estão cada vez mais adoecidos, trabalhando em condições que não são adequadas para o bom atendimento da população

Escrito por: Sindsaúde GO

 

O Sindsaúde-GO e o Fórum Goiano de Sáude Mental, usuários ou associados dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), trabalhador@s da saúde mental, familiares e sociedade precisam caminhar juntos pela luta dos serviços públicos de saúde, pelo adequado conjunto de protocolos que devem ser respeitados, pelo respeito às condições de trabalho para os profissionais da saúde e pela expansão dos serviços públicos em saúde para a população. Ainda mais neste contexto da pandemia da Covid-19.

 

O coronavírus, na verdade é o nome da família de vírus a que ele pertence (Coronaviridae). Dentro dessa família, existem variações do vírus, como o Sars-CoV e Mers-CoV, classificados pelos cientistas. Sars-CoV-2, que significa síndrome respiratória aguda grave – coronavírus 2. Não temos ainda uma garantia de vacina para o coronavírus (família), não sabemos por quanto tempo teremos ou se novos vírus aparecerão. Luta pela saúde pública de qualidade é dever de todos nós. Temos que lutar pela saúde pública, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e apoiar os trabalhador@s da saúde, é esse conjunto de serviços e profissionais que agora estão no Front contra a Covid-19.

 

E nesse bojo que pede socorro imediato é a saúde mental em Goiânia, tão necessária nesta pandemia (isolamento social) porque fez aumentar a procura por parte da população por estes serviços. Procurados pelos usuários, o Sindsaúde convidou o Fórum Goiano de Saúde Mental e prontamente ambos têm percorrido os Caps na capital. A partir do depoimento dramático dos usuários pelo corte dos 36 medicamentos da Relação Municipal de Medicamentos (REMUNE) pela Secretaria Municipal de Saúde, o Sindsaúde na primeira dezena de Caps visitados verificou que os cortes dos medicamentos são fatos, mas outros problemas de diferentes tipos foram presenciados e são recorrentes em maior ou menor grau, nas diferentes unidades de saúde mental visitadas.

 

A reforma antimanicomial conquistada com muitos anos de luta dos trabalhador@s, profissionais da saúde e pela sociedade tirou as pessoas da situação de internação (manicômios) e devolveu essas pessoas com transtornos mentais para o convívio social. Para tanto é necessário garantir todo o tratamento, seja medicamentoso, terapêutico, de acompanhamento permanente, com uma junta de multiprofissionais em saúde.

 

“O Sindsaúde presente no GERARTE II, essa unidade importantíssima dentro da política de saúde mental, onde contribui para que haja renda para os associados (usuários dos serviços de saúde mental). E aproveitando para discutir com os trabalhador@s das demandas específicas dos servidor@s, dos nossos direitos, data base que não foi paga pela Prefeitura este ano, a questão da aplicação do plano de cargo, carreira e salário que é um instrumento importante na gestão do SUS e que valoriza o servidor, questões referentes às condições de trabalho e o Sindsaúde segue dialogando e tratando destas e de outras pautas com os trabalhador@s, provocando os órgãos responsáveis para que assumam a sua responsabilidade para que assumam as políticas de saúde pública e também as pautas solidárias que são de interesse da sociedade,” afirma o presidente do Sindsaúde, Ricardo de Souza Manzi.

 

Dentro desses processos de inserção dos usuários na sociedade, o último deles são os GERARTE. Os GERARTE foram concebidos dentro de muitos encontros dos profissionais de saúde dos Caps, da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), com a participação do Sindsaúde. Os Raps estabelecem os pontos de atenção para o atendimento de pessoas com problemas mentais, incluindo os efeitos nocivos do uso de crack, álcool e outras drogas. A Rede integra o Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Os Gerarte (I e II) têm por objetivo promover a inclusão social de pessoas portadoras de transtorno mental e de usuários álcool e outras drogas. São unidades de Trabalho e Produção Solidária em Saúde Mental, que integram a Diretoria de Atenção à Saúde, sob supervisão técnica e administrativa do Distrito Sanitário em que estiverem situados, no nosso caso a Secretaria Municipal de Saúde.

 

Os trabalhos produzidos pelos usuários são primorosos e remetem à nossa cultura goiana. São uma infinidade de tapetes de crochê, charmosos caminhos de mesa, enfeites variados, bordados e fuxicos, cofres, mandalas e uma infinidade mimos cheios de criatividade que trazem o aconchego de algo muito íntimo para os goianos. Toda a produção é comercializada no GERARTE, que também recebe encomendas.

 

Com o corte das medicações da REMUNE e com as condições cada vez mais precárias das unidades de saúde e dos trabalhador@s atuando em unidades com quadros reduzidos, de profissionais e insumos, toda a rede de saúde sofrer a tensão de ver a retração e até o fechamento dos serviços públicos de saúde mental.

 

É preciso que a sociedade goiana se engaje pela defesa do SUS e de todo o sistema de tratamento da saúde mental pública. Goiânia quer é ser referência na saúde mental e na saúde como um todo, para todas as faixas etárias, não nesse drama que nos faz estar nas redes nacionais de comunicação pela violência contra os trabalhador@s da saúde, por falta de medicamentos, de ambulâncias, de leitos, respiradores, EPIs e EPCs. Os trabalhador@s estão cada vez mais adoecidos, trabalhando em condições que não são adequadas para o bom atendimento da população.

 

Com a falta dos medicamentos, de insumos e instalações adequadas nos Caps, os GERARTE em Goiânia, estão em risco como todos os serviços de saúde mental.

 

O GERARTE oferece oficinas a partir do encaminhamento dos usuários dos Caps, distribui kits domésticos para confecção de inúmeras técnicas de arte e de reaproveitamento consciente de materiais para os usuários que já participaram das oficinas e dominam os trabalhos. E toda essa produção é comercializada e revertida para manutenção das oficinas. Os usuários também podem deixar os seus trabalhos para que sejam comercializados. Aqui transfigura-se a importância do SUS, dos Caps e dos GERARTE na inserção destes usuários a vida plena e saudável em sociedade.

 

A saúde mental em Goiânia pede socorro e o Sindsaúde-GO resiste e vai continuar com suas bandeiras de luta pela defesa do SUS, dos trabalhador@s da saúde pública, pelos serviços públicos de saúde com qualidades para toda sociedade e neste momento pelos serviços públicos de saúde mental que inserem seus usuários na sociedade com liberdade e independência e no mercado de trabalho.

 

 

 

 

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