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Em última votação, reforma da previdência de Goiânia é aprovada sob protestos

03/10/2018

Das 52 emendas, o projeto foi aprovado com 23 acolhidas pela Comissão do Trabalho após a primeira votação, realizada no dia 6 de setembro

Escrito por: SINDSAÚDE GO

 

Sob indignação dos servidor@s, foi aprovado em 25 de setembro, em segunda e última votação, o projeto de Lei (PLC) 031/2018 que altera as regras da Previdência dos servidor@s municipais de Goiânia. A sessão que deu vitória ao prefeito Iris Rezende (MDB) por 18 a 1 foi bastante tumultuada e terminou com dois servidor@s presos pela Polícia Militar. Somente no fim da manhã, após muitas discussões e desentendimentos, o presidente da Casa Andrey Azeredo, também do MDB, colocou o projeto em votação.

 

A sessão foi marcada por embates. Vereadores da oposição alegaram que a prefeitura está repassando áreas que não são dela ao IPSM em troca de R$ 800 milhões do Fundo Previdenciário.  Já os vereadores da base do prefeito, argumentaram que a prefeitura tem um déficit de 500 milhões que precisa ser suprido. Das 52 emendas, o projeto foi aprovado com 23 acolhidas pela Comissão do Trabalho após a primeira votação, realizada no dia 6 de setembro.

 

Tumulto

 

Até o placar foi polêmico. Dos 35 vereador@s, só votaram 19. Os parlamentares da oposição se sentiram prejudicados e alegaram que o presidente encerrou a sessão antes que eles tivessem concluídos seus votos.

 

“Foi um verdadeiro absurdo, um atropelo completo ao Regimento Interno. Na verdade, a Câmara Municipal se posicionou como um puxadinho da prefeitura municipal. Total submissão”, protestou o vereador Elias Vaz (PSB).

 

Ainda segundo o vereador, a Câmara atropelou o regimento ao votar um projeto que deveria passar também pela Comissão de Habitação e Urbanismo e não passou. “Vamos entrar na Justiça junto com os Sindicatos”, afirmou Elias Vaz.

 

Guarda Civil

 

A mobilização de membros da Guarda Civil Metropolitana (GCM) surpreendeu ao defender reforma. Parte da corporação estava bem paramentada. A outro grupo estava à paisana. Eles lotaram as galerias e entoaram gritos de ordem a favor do vereador Romário Policarpo (PTC), um dos maiores defensores do projeto.

 

Uma das emendadas acatadas, permite que os guardas da CGM se aposentem com 25 anos trabalho. O aumento da contribuição previdenciária também foi suprido.

 

Prisão

 

No momento da votação, os ânimos se exaltaram. Por pouco, o presidente da Câmara, vereador Andrey Azeredo, não foi atingido por ovos arremessados da galeria. Dois professores foram presos sob a alegação de desacato à autoridade. Em meio à ação da polícia na galeria, uma servidora passou mal e saiu amparada pela vereadora por uma vereadora.

 

O vice-presidente do Sindsaúde, Ricardo Manzi, lamentou o resultado lembrou que o movimento feito pelo presidente da Casa, Andrey Azeredo, junto com Executivo, teve o objetivo de coibir a participação dos servidores e criminalizar os movimentos sociais.

 

“Vimos hoje uma barbárie! Professores sendo algemados e presos. Reinou o cinismo, a brutalidade e o desprezo com o servidor público. Mas essa luta ainda não terminou e nós vamos atrás dos meios legais para anular essa decisão”, garantiu Ricardo.

 

 

 

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