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Secretário de Combate ao Racismo da CNTSS/CUT toma posse em Conselho do Inspir

21/06/2018

Secretário representa a Seguridade Social no INSPIR desde 2014; Nova Direção aponta a luta contra o genocídio da população negra como um dos desafios prioritários desta nova gestão

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

 

 

O secretário de Combate ao Racismo da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, Robson Teixeira de Góes, tomou posse em 07 de junho último no Conselho Fiscal do INSPIR – Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial. A solenidade, que reuniu lideranças de trabalhadores e de movimentos sociais, aconteceu na sede do DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, em São Paulo. Esteve presente na abertura do evento a secretária de Combate ao Racismo da CUT Nacional, Maria Júlia Nogueira, também dirigente da Confederação. A nova Direção do Instituto foi escolhida para o mandato de 2018 a 2020. Robson de Góes representa a Seguridade Social no INSPIR desde 2014, quando foi eleito para compor a Direção do Instituto.

 

Os trabalhadores são representados no INSPIR por meio de três Centrais Sindicais brasileiras, sendo a CUT – Central Única dos Trabalhadores uma delas, e pelas entidades norte-americanas AFL-CIO – American Federation of Labor – Congress of Industrial Organizations e a ORIT (CSA-CSI) - Organização Regional Interamericana dos Trabalhadores, hoje denominada CSA – Confederación Sindical de Trabajadores y Trabajadoras de las Américas. O Instituto atua mais diretamente com Sindicatos e as Centrais para levar as temáticas de combate ao racismo e da igualdade de oportunidades como forma de garantir a cidadania a todos os trabalhadores.

 

Criado em 1995, o Instituto tem realizado ações voltadas à discussão sobre a questão racial dentro do mundo do trabalho. É um espaço de discussão e proposição de medidas que auxiliam as lutas nos espaços de trabalho. De acordo com seu estatuto, a entidade tem como “principal objetivo contribuir para o diagnóstico, o aperfeiçoamento, o desenvolvimento e a adoção de políticas públicas e privadas de promoção da igualdade racial, da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais, especialmente nas relações de trabalho”. O sistema diretivo do INSPIR é composto pela Diretoria Executiva e Conselhos Deliberativo, Fiscal e Sindical.

 

De acordo com Robson de Góes, a avaliação do último período de trabalho da Direção do INSPIR é bem positiva. Foram realizadas inúmeras ações de formação com os Sindicatos e as Centrais para discussão do combate ao racismo. Parcerias com entidades internacionais também trouxeram uma rica experiência de trabalho. “Porém, com o golpe de 2016 e a chegada de Temer e seu projeto ao poder, a gente vem presenciando um retrocesso muito grande nas políticas voltadas ao combate ao racismo. Ele acabou com a Secretaria montada durante o governo Lula para discutir as questões da população negra. Isto afasta a população negra de seus direitos,” afirma.

 

Planejando a ação

 

A nova Direção do Instituto realizou em junho deste ano uma oficina para elaboração de seu Planejamento Estratégico para este novo ciclo de trabalhos. A partir da expressiva participação de todo o grupo foi possível dialogar sobre a realidade atual tendo como referências a conjuntura nacional e os cenários colocados a partir do golpe de 2016 que levou ao poder o usurpador Michel Temer e, consequentemente, trouxe novos e grandes desafios para a manutenção de políticas, direitos, assim como novas conquistas.

 

Foi consenso entre os participantes que o momento atual é de recrudescimento do racismo, com destruição dos direitos e das organizações/movimentos populares, uma política de genocídio por parte do Estado, privação dos negros a seus direitos, mulheres negras encarceradas, entre outros pontos. No campo da geopolítica ficou claro que o golpe enfraqueceu as relações diplomáticas estabelecidas pelos ex-presidentes Lula e Dilma com a África.

 

O secretário de Combate ao Racismo da Confederação aponta que o grupo identificou que o desafio mais relevante consiste em pautar a discussão do genocídio da população negra. Para tanto, explica ele, o Instituto deve atuar no fortalecimento de suas estratégias de organização, mobilização e formação. “Entre os aspectos pontuais de ação, foram observados a criação de processos de formação que atendam às necessidades da base e das direções das entidades, intensificação do debate sobre o combate ao racismo para o movimento sindical e ampliação do diálogo com movimentos de direitos humanos”, destaca.

 

A relação do INSPIR com as Centrais Sindicais brasileiras mereceu um momento de discussão específica no seminário de planejamento, além do relacionamento com os movimentos sociais, as universidades e demais parceiros estratégicos para a luta de combate ao racismo. No campo das Centrais, foram estabelecidos os compromissos de preservar a autonomia do Instituto, fomentar a formulação de pautas e propostas sobre a temática racismo e, ao mesmo tempo, articular ações que as envolvam com os movimentos sociais e o setor acadêmico.

 

 

 

José Carlos Araújo

Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

 

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