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CNTSS/CUT debate novas tecnologias e trabalho em seminário realizado pela CUT Nacional

11/05/2018

Tema sempre esteve presente nas prioridades da Central; proposta é manter discussão em grupo de reflexão envolvendo Confederações e Federações de trabalhadores da CUT e especialistas do assunto

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

 

 

 

A CUT – Central Única dos Trabalhadores, por meio de parceria entre sua Secretaria de Relações do Trabalho e a FES - Fundação Friedrich Ebert, reuniu, na sexta-feira, 04/05, em São Paulo, lideranças de várias de suas entidades filiadas para participação no seminário sobre “Impactos das novas tecnologias sobre as Relações Trabalhistas”. A CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social foi representada por seu secretário de Relações do Trabalho, Ademir Portilho.

 

O tema central do encontro foi apresentado em mesa de debate formada pelo presidente da CNM – Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Paulo Cayres, o professor da Poli/USP – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Mário Salerno, e pela secretária anfitriã do evento, Graça Costa. Katharina Hofmann de Moura, da Fundação Friedrich Ebert, também contribuiu com o evento. O propósito da mesa foi debater os impactos nas relações de trabalho no país e no mundo provocados pelas mudanças sistemáticas em matéria de tecnologias e novas formas de organização do trabalho.

 

O Brasil vive um momento de intensas mudanças nas relações e nos processos de trabalho. Uma situação que sempre foi acompanhada historicamente pela CUT para identificar os impactos que as novas tecnologias trazem para os trabalhadores. A situação nacional atual, a partir do golpe que levou o ilegítimo Michel Temer à presidência, apresenta ainda maiores desafios para a classe trabalhadora e suas entidades representativas. Legislações como a Lei nº 13.467, da famigerada Contrarreforma Trabalhista, assim como a Lei nº 8.212/91, que regulamentou a terceirização em qualquer tipo de atividade, são extremamente nocivas aos trabalhadores. O país partiu para as flexibilizações do contrato e da jornada de trabalho, abriu a possibilidade do “trabalho intermitente” e regulamentou o “trabalho remoto”.

 

Soma-se a este descalabro social as mudanças tecnológicas e a automatização crescente que eliminam postos de trabalho de uma maneira cada vez mais agressiva e definitiva. Já está diagnosticado que esta realidade atinge segmentos importantes da cadeia produtiva: agricultura, indústria e, sobretudo, serviços. As funções e atividades estão cada vez mais interligadas, eliminando empregos e também diferenças entre categorias profissionais. Muitos foram os questionamentos presentes nas discussões. Como as novas tecnologias propiciam a precarização das relações de trabalho, além do corte de emprego? Como os sindicatos têm enfrentado essas questões e negociado alternativas ou mecanismos de proteção dos trabalhadores frente a essas mudanças? O que pode ser feito? Como podemos enfrentar esse futuro que já se faz presente?

 

De acordo com o secretário de Relações do Trabalho da Confederação, esta nova etapa do processo de discussões dentro da CUT tem sido muito esclarecedora e motivadora. Para ele, a contribuição acadêmica somada à realidade apresentada pelas entidades dos trabalhadores traz um mix de informações e dados que auxiliarão muito para a superação dos desafios que estão postos. O secretário aproveitou a oportunidade para apresentar a situação dos trabalhadores da saúde frente às novas tecnologias e o processo de precarização que já desponta a partir das novas medidas apresentadas pelo governo golpista de Temer.

 

“A terceirização e o teletrabalho já estão dentro da estrutura da Saúde. Presenciamos a consolidação de rotinas de atendimento à distância. Também observamos que os patrões pouco ou nada investem na formação de seus trabalhadores para adaptação às novas tecnologias. Preferem quase sempre terceirizar os processos do que formar mão de obra. Estas discussões promovidas pela CUT sobre novas tecnologias têm uma importância muito grande na luta cotidiana com nossas categorias. Nos dá ferramentas para ultrapassar os desafios e proteger o emprego e nossos trabalhadores, hoje tão ameaçados também pela Reforma Trabalhista e a Terceirização,” destaca Ademir Portilho.

 

A Secretaria de Relações do Trabalho da CUT Nacional dará continuidade às discussões sobre este tema. Este trabalho se dará a partir da criação de um Grupo de Reflexão sobre Trabalho e Novas Tecnologias, que contará com a participação de representantes das principais Confederações e Federações de trabalhadores da CUT e alguns especialistas e estudiosos do tema. Um grupo que será um espaço de troca de experiências e ideias e sua produção certamente contribuirá muito para os trabalhos do GT de Reforma Trabalhista da CUT.

 

 

José Carlos Araújo

Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

 

 

 

 

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